Roda de conversa sobre RSC reúne mais de 140 pessoas e passa orientações importantes à categoria

Roda de conversa sobre RSC reúne mais de 140 pessoas e passa orientações importantes à categoria

“O momento agora, em relação ao RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências), é que a gente consiga juntar nossa história, nossos documentos, preparando toda a nossa história de vida com a universidade.”

A fala é do trabalhador do Departamento de Engenharia e Produção da Ufes, Valdir da Silva Corrêa (Júnior), coordenador do Núcleo de Estudos, Projetos, Pesquisas e Extensão para Técnico-administrativos em Educação na Ufes.

Ele foi o facilitador da roda de conversa híbrida sobre o RSC que o Sintufes promoveu nesta quinta-feira, 19, na subsede do sindicato, em Maruípe. Presencialmente, 24 pessoas acompanharam a atividade no auditório da subsede. Online, a roda de conversa chegou a 120, totalizando mais de 140 participantes. Será emitido certificado de participação para quem assinou a lista presencial e o chat da transmissão.

O Comando de Greve do Sintufes solicitou que o evento continue na próxima quinta-feira, 26, às 9 horas, também no formato híbrido com sala presencial na subsede.

Contribuições
Júnior apresentou o material “Contribuições para o Planejamento da Implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – pessoas, processos e ferramentas”. O conteúdo explica o que é o RSC, quem pode requerer, os níveis, o que vem sendo feito na Ufes para implementação, números que envolvem o processo, expectativas e realidades.

Ele ressaltou que os slides são ideias e sugestões que podem contribuir com a futura implementação do RSC na Ufes. O que está contido na apresentação é referente ao espaço temporal de 19/03/2026 e pode sofrer alterações a qualquer momento, a partir de novas ideias, sugestões e do andamento do PL 5874/2025.

“A gente não tem ainda certeza de tudo que vai vir no texto, mas eu diria que é o momento da gente ir construindo a nossa história. O que nós temos de percurso? Acho que esse exercício é importante até para que, no futuro, se alguém tiver um RSC negado, você tenha um documento, uma história fundamentada, uma possibilidade de contra-argumentação”, frisou Júnior.

Cabe destacar que a juntada de documentos deve ser feita no âmbito da Ufes. Não valem cursos realizados na iniciativa privada ou em outro órgão. Além disso, tudo que já está na ficha de qualificação funcional do servidor não precisa ser documentado, porque a instituição já possui essas informações.

Comissão
Júnior destacou que a Comissão do RSC na Ufes está praticamente instituída, faltando apenas as indicações da Progep.

Trabalhadores do Hucam
Uma dúvida levantada pela integrante do Comando de Greve de Maruípe, Patrícia Paulino Bianchini, foi sobre a dificuldade de trabalhadores do Hucam, da área assistencial, serem incluídos nos critérios do RSC, já que não participam de contratos ou licitações.

Integrante da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), Marcelo Rosa, membro do Comando de Greve da Fasubra e do Sintufes, respondeu que não há definição concreta de como isso será feito, mas assegurou que os trabalhadores dos hospitais universitários serão contemplados.

Marcelo lembrou que o PL do RSC foi aprovado sem contemplar tudo que foi reivindicado pela categoria. Por outro lado, a minuta do decreto de regulamentação, finalizada em 25 de fevereiro, contempla 95% do que havia sido trabalhado pela CNSC. “Dos 89 itens divulgados de pontuação, só tivemos alteração de um item. Agora, esses itens se chamam fatos de pontuação”, destacou.

Incentivo à Qualificação
Ao responder questionamentos, Marcelo deu exemplo prático sobre a relação entre RSC e Incentivo à Qualificação (IQ). “Se você só tem especialização, vai pedir hoje o RSC para equiparar ao IQ de mestrado. Para pedir depois o doutorado, tem que esperar três anos. Para esse primeiro pedido, são necessários 52 pontos. Para o segundo, daqui a três anos, são 23 pontos. Então vai precisar de 75 pontos”, explicou.

Ele ressaltou que cada servidor deve analisar sua situação antes de solicitar o RSC, pois após a primeira solicitação, outra só poderá ser feita em três anos.

Incentivo à categoria
Em uma de suas falas, Júnior incentivou a categoria a se apropriar da atividade estratégica da universidade.

“Nós, técnico-administrativos, precisamos buscar caminhos, criar oportunidades dentro do ensino, da pesquisa e da extensão. Às vezes as pessoas veem isso como algo distante, mas não é real. Temos que ressignificar nossa carreira e estar mais próximos dessas atividades estratégicas. Uma grande oportunidade é a extensão, que precisa ser muito maior dentro da universidade.”

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