Leia a nota de repúdio do Sintufes à ação imperialista dos EUA na Venezuela

Leia a nota de repúdio do Sintufes à ação imperialista dos EUA na Venezuela

A Diretoria Colegiada e a Assembleia Geral do SINTUFES manifesta seu mais veemente repúdio à invasão do território venezuelano e aos ataques consumados pela política externa dos EUA neste início de 2026. Tais atos representam um flagrante desrespeito às convenções do Direito Internacional, configurando práticas de pirataria e colonialismo que ferem a autodeterminação das nações.

É evidente que o interesse central por trás desta agressão é o domínio das maiores reservas de petróleo do mundo e a imposição de uma hegemonia econômica sobre a América Latina. O objetivo é impedir o desenvolvimento soberano na região, repetindo o trágico histórico do século XX, quando o imperialismo derrubou diversos governos populares e democráticos.

Para o SINTUFES, a classe trabalhadora latino-americana é a maior prejudicada por esse terrorismo internacional, que visa drenar recursos naturais e aprofundar a superexploração do trabalho.

Em conformidade com nossos princípios estatutários, reafirmamos:

Solidariedade de Classe: Prestamos total apoio à classe trabalhadora venezuelana, vítima de bloqueios e intervenções militares que desestabilizam a economia e precarizam a vida.

Defesa da Autodeterminação: O destino político e social da Venezuela cabe unicamente ao seu povo, livre de ingerências externas, pressões militares ou coerções econômicas que ferem a Carta das Nações Unidas.

Soberania e Justiça Social: Não há defesa de direitos trabalhistas sem a garantia da soberania nacional. Repudiamos qualquer tentativa de transformar nosso continente em palco de conflitos geopolíticos para servir a interesses estrangeiros.

Legitimidade Institucional e Democrática: Exigimos o respeito imediato às instituições do Estado venezuelano e à vontade popular expressa em seus processos internos. Repudiamos qualquer tentativa de submissão do povo da Venezuela com o uso de força militar externa, reafirmando que a solução para as crises políticas deve ser construída através do diálogo soberano e do exercício democrático do próprio povo venezuelano, sem tutelas estrangeiras.

A luta por democracia, paz e justiça social é internacional e indivisível.

Vitória-ES, 6 de janeiro de 2026.

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