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Sintufes 25 anos!

Por Comunicacao
21 de Julho de 2017 às 17:59

São 25 anos de forte atuação em favor dos técnico-administrativos em Educação

No dia 31 de julho, o Sintufes completa 25 anos de luta em favor da categoria, da Universidade Federal do Espírito Santo, do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes e da educação pública, gratuita e de qualidade.

São 25 anos de forte atuação em favor dos técnico-administrativos em Educação, contribuindo com a luta nacional que levou à implementação do PCCTAE e com as greves fundamentais para os reajustes salariais alcançados, além das progressões na carreira. São conquistas na Justiça, como o processo dos 3,17%. São vitórias políticas pela jornada de trabalho, contra o assédio moral, os desmandos e os ataques à categoria. 

Até o dia 31, vamos contar mais sobre essa história, mas, desde já, obrigado por fazer parte dela. Obrigado por construir e por seguir na construção desta entidade sindical de luta. 

Sindicato é para lutar. O Sintufes somos todos nós! 

Sintufes 25 anos: A CRIAÇÃO

A sexta-feira, 31 de julho de 1992, foi um momento histórico para a classe trabalhadora e para o movimento sindical na Universidade Federal do Espírito Santo. Naquela data, a ata da plenária final do II Congresso dos Funcionários da Universidade Federal do Espírito Santo (Confufes) trazia o primeiro registro do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes).

A principal decisão do II Confufes foi a transformação da Associação dos Servidores da Ufes (Asufes) em sindicato, com amparo no próprio estatuto da entidade, onde respaldava o Confufes como instância máxima da Asufes. A criação do Sintufes permitiu a ampliação da ações em favor das/os trabalhadoras/es, já que a Associação possuía restrições jurídicas limitando a representação coletiva da categoria.

Além disso, o Sintufes passou a fortalecer a luta política sendo fundamental para as conquistas da categoria nos anos 1990, como a garantia em lei do vale-alimentação (1993) e a decisão do STF em favor do direito à greve dos servidores públicos federais (1994). A contribuição do Sintufes continuou nas décadas seguintes, como em 2005, quando foi implementado o PCCTAE, graças à luta realizada no ano anterior. E também nas greves realizadas, após a implementação do plano de carreiras, que foram fundamentais para os reajustes salariais alcançados pelos TAEs.

Imagem da postagem: primeira direção eleita do Sintufes composta por Adalbério Souza Lima (Coordenador Geral), José Magesk Belmiro (Subcoordenador Geral), Cristiane Bicalho Belmock Pedruzzi (Coordenador de Organização), Marcos Antônio Belmiro (Coordenador de finanças), Jurandir Pereira Carvalho (Subcoordenador de finanças), João Recla Guidetti (Coordenador de Formação Sindical), Afonso Cezar Coradine (Coordenador de Assuntos Jurídicos), Heronildes Souza Silva (Coordenador de Imprensa e Divulgação), Antônio Carlos Cândido de Sá (Coordenador Social e Cultura) e Carlos Cleto Rodrigues (Coordenador de Esporte e Lazer).

Sintufes 25 anos: sindicato nasce com DNA de luta

O Sintufes começou a sua atuação em favor da categoria e da educação pública, gratuita e de qualidade em 1992, ano em que o País conviveu com o processo de impeachment do então presidente Collor. Foi uma época de greves para reposição das perdas salariais causadas pelos planos econômicos do "Caçador de Marajás". Antes disso, ainda no governo de Sarney, a Associação de Funcionários da Ufes (Afufes) teve forte participação em movimentos paredistas, como nos anos de 1987 e 1988. E o Sintufes nasceu com esse DNA combativo, já adquirindo uma identidade de luta tão logo no ano de sua criação, quando a equipe masculina de vôlei conquistou sua primeira medalha de ouro, nas Olimpíadas de Barcelona.

Em 1993 (imagem), o primeiro movimento paredista unificado (dos servidores públicos federais - SPF) cobrava do governo Itamar Franco a definição de uma política salarial com reajustes mensais mediante a inflação; unificação dos percentuais das gratificações pelo maior valor e incorporação aos salários; pagamento de perdas salariais; entre outros. Outra reivindicação era a anista de servidores punidos em greves anteriores.

A anistia foi conquistada. Assim como reajuste salarial escalonado de 85%; aprovação de uma políticasalarial vinculada à receita líquida até junho/94. Além da garantia, em lei, do vale-alimentação.

Em relação à adesão dos trabalhadores públicos a movimento paredistas, em 1994, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo direito de greve dos SPFs. No mesmo ano, a instituição do Plano Real levaria o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC), ao Palácio do Planalto, em 1995. Aí começa outra parte dessa história, com enfrentamentos às privatizações por meio de greves por todo o País.

Sintufes 25 anos: Sempre em defesa do SUS e do Hucam!

A defesa do SUS 100% público, gratuito e de qualidade sempre foi bandeira de luta do Sintufes. Assim como a luta por mais democracia e contra a privatização do Hospital Cassiano Antonio Moraes (Hucam/Hospital das Clínicas), um verdadeiro marco da saúde pública no Espírito Santo.

Antes mesmo da criação do Sintufes, o movimento sindical da Ufes alcançou uma conquista histórica: a realização das eleições no Hucam, em 1987. O pleito elegeu o professor Wilson Zanotti como diretor superintendente da instituição.

Com o passar dos anos, o Hospital das Clínicas começou a despertar os interesses do neoliberalismo, que trata a saúde como mercadoria. Foi o que aconteceu nos governos de FHC, Lula e Dilma.

O Sintufes foi protagonista da luta contra a privatização do hospital nas décadas de 1990 e de 2000, durante as tentativas de entregar o Hucam a fundações ou organizações sociais.

Um grande revés dessa luta veio com a presidente Lula, que no apagar das luzes do seu último mandato, em 31 de dezembro de 2010, criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Já em abril de 2013, o reitor da Ufes, monocraticamente e sem diálogo, entregou o Hucam à EBSERH. Mesmo diante das reivindicações contrárias do Sintufes, da Adufes e dos estudantes.

Desde então o sindicato ampliou a luta por democratização no hospital, contra a subordinação dos TAEs à empresa, entre outras.

Vale lembrar que os contratos da Empresa com o Hucam e os demais hospitais universitários serão fiscalizados. Afinal, as melhorias apregoadas pelos defensores da EBSERH jamais se tornaram realidade. E o Hospital segue funcionando graças à garra, ao comprometimento e ao empenho da classe trabalhadora que nele atua.

Sintufes 25 anos: luta nos campi pela democratização na Ufes

Ao longo de sua história, o Sintufes tem sido incansável na luta por mais democratização na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), fazendo o enfrentamento do autoritarismo e da repressão contra a categoria dos técnico-administrativos em Educação em todos os campi da instituição.

Exemplo da falta de democracia na Ufes é a representação dos TAEs nos Conselhos Superiores. O nosso segmento tem 10% das cadeiras do Conselho Universitário. Já estudantes e docentes, 20 e 70%, respectivamente. Por isso, o Sintufes sempre vai lutar pela democratização dos colegiados, que são instâncias de decisões políticas que impactam na vida de toda a comunidade universitária. A defesa pela representação dos aposentados nos conselhos é outra bandeira do sindicato.

Além de lutar pela democratização dos órgãos políticos da Ufes, o Sintufes é forte defensor da liberdade de expressão, das pautas dos movimentos sociais e sindicais. Em 2000 (imagem), o sindicato fez a luta, no campus de Goiabeiras, contra a Lei da Mordaça, do então reitor Weber, que perseguia as atividades dos movimentos sociais e o direito dos trabalhadores de se manifestarem, conforme lembra o militante Wellington Pereira.

Além das mordaças, os trabalhadores levavam ainda um caixão, representando o velório da educação pública, em função do descaso do governo FHC. Educação que sofre tentativas de ser enterrada pelas políticas neoliberais de Brasília (do PSDB, do PT e do PMDB). Mas, no que depender da categoria dos TAEs, a educação vai continuar viva, pública e combativa!

Sintufes 25 anos: a arte e a irreverência enquanto elementos de luta e de transformação social e política

Ao longo dos seus 25 anos, o Sintufes sempre se destacou, regional e nacionalmente, nas greves por conta de sua criatividade e das performances do coordenador Wellington Pereira. Para o sindicato, o uso da arte e da irreverência nos movimentos paredistas são elementos de transformação social e política. Além de chamar a atenção, da imprensa e da sociedade, pela forma diferenciada de protestar, de fazer suas reivindicações.

Nos anos 1990, o 'Lagarto', o 'Cientista' e a 'Gringa do FMI' foram exemplos do protagonismo do Sintufes no sentindo artístico performático, sendo noticiados por jornais como a Folha de SP.
Recentemente, o boneco Dil-Má estampou os cartazes da Campanha Salarial de 2012, dos SPFs. Trabalhadoras/es fantasiadas/os de morcegos, em luta contra as reformas do presidente 'vampiresco' saíram na imprensa nacional, se destacando no Correio Braziliense, em 2016, nas ruas da capital federal.

Um ano antes, a Vaca na Ufes fez com que a greve da categoria fosse destaque em todos os veículos da imprensa capixaba. Em 2014, Dilma disse: "não vou mexer nos direitos trabalhistas nem que a vaca tussa". Como ela mexeu, a vaca tossiu e foi parar na Reitoria no dia 18 de setembro de 2015.

Falando em Reitoria, ela já foi palco da Colônia de Férias, de churrascos e de outras atividades irreverentes promovidas pelo Sintufes em favor da luta e das reivindicações da classe trabalhadora.

Que venham os próximos 25 anos!

31 de julho de 2017 - O Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes) completa 25 anos de conquistas e de muita luta em favor da categoria e da educação pública.

São 25 anos de greves fundamentais para que as/os TAEs conquistassem reajustes salariais e melhorias na carreira. São 25 anos de vitórias trabalhistas na Justiça. São 25 anos de luta por democratização na Ufes, pela jornada de trabalho, pela não privatização da educação e da saúde públicas.

Há muitos desafios para os próximos anos, como a luta política contra as reformas, contra a retirada de direitos e contra a privatização e a terceirização dos serviços públicos. É preciso ainda reforçar a luta em favor dos movimentos sociais, da população LGBT, da população negra, das mulheres. É preciso lutar por mais dignidade e melhores condições de trabalho para toda a classe trabalhadora.

Aprendemos isso ao longo dos últimos 25 anos, desde aquele dia 31 de julho de 1992, quando o Sintufes foi criado. Continuaremos firmes e fortes na luta que está por vir.

Sindicato é para lutar. O Sintufes somos todos nós.

Parabéns, categoria do campus de Alegre por fazer parte desta história!

Alegre, no Sul do Estado, sedia um dos campi avançados da Ufes. A categoria lotada no campus sempre reforça as greves, puxadas pelos Sintufes. O sindicato também luta por questões pontuais do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) e do Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS), que compõem o campus universitário no município.

Foi o que aconteceu em maio de 2016, quando o Sintufes convocou os TAEs a não participarem da pesquisa eleitoral que definiu as direções do CCAE e do CCENS, em função do modelo de votação ter peso diferente (70% docentes + 15% técnicos + 15% estudantes), o que é considerado um golpe à democracia e à representatividade do corpo técnico-administrativo na instituição. O Sintufes cobra, ainda, da gestão da Ufes, uma solução para o problema de mais de 60 trabalhadoras/es que estão sem centro de lotação, desde a extinção do CCA (Centro de Ciências Agrárias), em 2015, quando foram criados o CCAE e o CCENS.

Na greve daquele ano (foto), inclusive, o Sintufes fez a luta junto das trabalhadoras e dos trabalhadores do campus, que fazem parte da história combativa do sindicato em favor da categoria e da educação pública.

História do campus 

Em 04 de dezembro de 1975, o Governo do Estado do ES estava com dificuldades financeiras para manter a Escola Superior de Agronomia do Espírito Santo (Esaes), sediada em Alegre. Por conta dessas dificuldades a escola, criada em 06 de agosto de 1969, foi federalizada e doada à Ufes.

Com isso, a partir de 1976, a Esaes passou a se chamar Centro Agropecuário da Universidade Federal do Espírito Santo (Caufes). Em 2001, com a criação de três novos cursos de graduação (Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia), o Centro Agropecuário passou a ser chamado por Centro de Ciências Agrárias da Ufes (CCA/Ufes). Com os adventos dos demais cursos, o CCA foi desmembrado nos dois atuais centros que compõem o campus da Ufes no Sul do Estado.

Sem greve, sem conquistas!

Você se lembra de algum reajuste ou de alguma conquista na carreira dado pelo governo federal por livre e espontânea vontade do presidente ou de algum ministro de Estado?

Pois é, companheiras/os, nestes 25 anos aprendemos que sem a realização de greves NÃO TERÍAMOS CONQUISTADO NADA. GREVE É LUTA! Por isso, o Sintufes sempre foi forte na construção dos movimentos paredistas, puxados pela Fasubra, fazendo protestos fora dos muros da universidade para alertar a sociedade sobre a luta em favor da classe trabalhadora, como ocorreu na greve de 2012 (foto).

Aquele movimento conquistou: 
-Reajustes salariais para os meses de março nos anos de 2013, 2014 e 2015; 
-Nova estrutura do step: de 3,7% em janeiro de 2014; e de 3,8%, em janeiro de 2015.

E MAIS: O termo de acordo assinado entre a Fasubra e o Governo Federal garantia a alteração da tabela para progressão por capacitação profissional (Anexo III do PCCTAE), visando contemplar o requisito de aperfeiçoamento ou curso de capacitação igual ou superior a 180 horas para o nível de capacitação IV da Classe E.

E TAMBÉM: a revisão da estrutura e dos percentuais do incentivo à qualificação (Anexo IV do PCCTAE) a partir de janeiro de 2013. Com isso, o incentivo à qualificação passou a ser concedido aos servidores que possuem certificado, diploma ou titulação que exceda a exigência de escolaridade mínima para ingresso no cargo do qual é titular, independentemente do nível de classificação em que esteja posicionado.

Exemplificando: Pela legislação anterior, um servidor de nível médio (nível de classificação D) recebia o percentual máximo de 52% (equivalente à conclusão de mestrado), com a nova lei, o percentual máximo passou a ser de 75%, com a conclusão de doutorado.

Nada é por acaso. Governo não é bonzinho nem dormindo. Sem lutas das greves, sem conquistas!

É preciso sempre destacar a força das mulheres na luta!

Nesta segunda-feira, 7, a Lei Maria da Penha completa 11 anos. A normativa é um marco na luta contra a violência contra a mulher, em especial no ambiente doméstico. Em lembrança à data, o Sintufes recorda que, ao longo de sua história, as mulheres da categoria sempre fizeram a luta por direitos, contra o assédio moral, psicológico e sexual e contra quaisquer formas de violência de gênero.

Afinal, a Lei Maria da Penha contribuiu para a redução de casos de violência contra a mulher (a taxa de homicídios foi reduzida em 10% nas residências, segundo o Ipea). Mas o machismo e o patriarcalismo, enraizados no seio da sociedade brasileira, ainda são responsáveis por muitas situações de violência, pelos altos índices de feminicídio que fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiras.

Em homenagem aos 11 anos da Lei Maria da Penha e como forma de lembrar a força das mulheres em toda luta travada pelo Sintufes, a imagem desta postagem traz mulheres da categoria em um ato contra a política neoliberal de FHC e do FMI nos anos 1990. Da esquerda para a direita estão na foto: Sônia Pereira, Neuza da Conceição, Regina Mello Schoeffer, Ana Cristina dos Santos, Alvaléria Cuel (com sua filha ao lado) e Janine Vieira Teixeira.

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SINTUFES NA MÍDIA