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REITORIA GOLPISTA! Reunião do Conselho Universitário é marcada por série de golpes do ‘rei’

Por Comunicacao
31 de Janeiro de 2018 às 18:27

O reitor da Ufes está se tornando um golpista nato do naipe de Michel Temer. Uma série de golpes foi realizada na sessão do Conselho Universitário que votaria a revogação da escala 12/60 (30 horas do Hucam) e a suspensão da Resolução 60/2013 (flexibilização da jornada na Ufes), nesta quarta-feira, 31, na sala dos órgãos superiores, na Reitoria, em Goiabeiras, Vitória.

O hall de entrada da sala estava ocupado por trabalhadores técnico-administrativos, convocados pelo Sintufes, e por estudantes que deveriam ter seus nomes homologados como conselheiros do Consuni.

Veja o quão golpista é o reitor que se porta como se fosse o dono da Ufes: A sessão ordinária do Consuni estava prevista para as 9 horas. Ela foi cancelada por falta de quórum, já que não havia a metade mais um dos conselheiros do colegiado às 9h30.

Aí veio o primeiro golpe: O reitor após cancelar a sessão ordinária, imediatamente, convocou uma reunião extraordinária SEM FAZER A CONVOCAÇÃO PRÉVIA DOS DEMAIS CONSELHEIROS DO COLEGIADO! Sem justificar a necessidade da convocação da reunião extraordinária e com a mesma pauta da sessão ordinária EM TOTAL DESCASO COM O REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO!

A sessão extraordinária começou pouco antes das 10 horas com mais da metade dos conselheiros presentes, mas COM APENAS 12 NOMES ASSINADOS NA ATA DA SESSÃO, às 9h53! Ou seja, a sessão extraordinária começou sem legitimidade e seguiu sem estar dentro dos trâmites regimentais.


Nomes na ata da reunião do Conselho e horário do registro da imagem 

 

Foi o segundo golpe: a continuidade da sessão extraordinária, convocada em menos de 48 horas, sem que houvesse uma questão urgente, como expõe o parágrafo único do artigo 30 do regimento interno:

Parágrafo único. Havendo matéria urgente, assim considerada pelo Reitor, as convocações poderão ser feitas em menor prazo.

O que só prova que o reitor tem urgência mesmo em retirar conquista dos TAEs. Afinal, qual a urgência em suspender a Resolução 60? É só uma: atacar a categoria!

E tivemos, então, o terceiro golpe: um estudante, conselheiro cujo mandato deveria ter se encerrado, pediu para tirar um dos pontos de pauta da sessão. O ponto de pauta, no caso, seria da homologação dos cinco novos representantes dos estudantes no Conselho.

A maioria do Consuni cancelou a homologação dos nomes dos cinco estudantes (o cancelamento da homologação foi aprovado inclusive pelos dois estudantes que nem deveriam estar ali). Você entendeu, né? Cinco estudantes, legitimamente eleitos, TIVERAM A HOMOLOGAÇÃO de seus nomes cancelada POR GOLPISTAS: o estudante que fez o pedido para tirar a homologação da pauta; o reitor que acatou o pedido; e a maioria dos conselheiros que aprovaram esse golpe.

Sessão ordinária é cancelada (acima) já que não houve quórum até as 9h30. Abaixo, categoria protesta


A sessão seguia, e o reitor golpista deu prosseguimento à pauta, deixando evidente o seu frisson em atacar a flexibilização da jornada da categoria; deixando evidente que na cabeça dele, ele é o dono da Ufes. Manda e desmanda.

O ponto em questão seria a Resolução 60/2013. Os trabalhadores, convocados pelo sindicato então, entraram na sala para questionar mais este golpe.

E o que aconteceu? Um novo golpe! O reitor, sem consultar os demais conselheiros, suspendeu a sessão extraordinária e ainda ameaçou aprovar ad referendum a suspensão da Resolução 60/2013.

Agora, vamos aguardar atentos os próximos golpes do ‘rei’ temerário e golpista para seguir na luta contra os ataques.  
 

Jornada de 30 horas não é privilégio! É para manter, reitor! Basta de golpe contra a categoria, contra a Universidade e contra a população que é atendida no Hospital Universitário e utiliza os serviços nos campi! Basta de revanchismo por não ter sido o mais votado entre os TAEs na pesquisa eleitoral de 2015. Em 2019 seu mandato acaba. A Ufes não é sua!

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