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Nota do Sintufes sobre a insegurança na Ufes e no Hucam

Por Comunicacao
15 de Setembro de 2017 às 17:09

O Sintufes lamenta, profundamente, o crime ocorrido nessa quinta-feira, 14, contra a médica do quadro da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) Milena Gottardi, que, após sair de seu plantão, levou um tiro na cabeça no momento em que seguia para o seu carro, no estacionamento do Hucam, no campus de Maruípe, em Vitória.

O caso da médica é gravíssimo. Ressaltamos que quem atua no hospital vive com medo de chegar e ir embora, sobretudo em horários noturno ou de madrugada. Roubos/furtos de veículos, assaltos a trabalhadores entre outras situações, como assédio e até tentativas de estupro contra trabalhadoras, ocorrem com certa frequência nas dependências do Hospital Universitário, administrado pela Ebserh, desde 2013.     

O Sintufes, há anos, cobra da administração da Universidade mais segurança em Goiabeiras, Maruípe, Alegre e São Mateus. O sindicato já cobrou da Reitoria da Ufes e da direção da Ebserh mais iluminação e mais segurança nos estacionamentos e nos acessos ao Hospital Universitário. Assim como nos demais campi. Contudo, o reitor e o superintendente do hospital não tomam as devidas providências. 

O reitor chegou a decidir, monocraticamente, pela presença da Polícia Militar no campus de Goiabeiras. E essa decisão seria extensiva aos demais campi. Medida ineficaz e contestada por toda a comunidade universitária, já que não há consenso pela presença da PM nos campi. 

A administração da Ufes precisa trabalhar com mais atenção e seriedade à questão da segurança nos campi. Em vez de PM, o reitor deveria pensar em uma segurança especializada para atuar nas dependências da Ufes, ouvindo as colaborações da comunidade acadêmica para tal. 

No entanto, o que vemos é o corte de verbas no setor. O que vemos é o gasto, exorbitante, com câmeras de segurança, que servem para filmar os casos de violência - isso quando estão funcionando. 

E, não podemos nos esquecer, que esse caos na segurança nos campi também é consequência da política de terceirização do governo federal e da própria gestão da Ufes que há anos terceirizou a vigilância dos campi, contratando empresas de segurança particular sem o devido treinamento para atender as demandas dos campi universitário. Afinal, já ocorreram diversos casos de abusos, cometidos por vigilantes contra a comunidade universitária, ao longo desses anos de segurança terceirizada na Ufes. 

Exigimos mais atenção com a segurança das/os trabalhadoras/es e estudantes da Ufes! Exigimos medidas eficazes, dialogando com os demais segmentos da Universidade para evitar esses casos de violência. 

Diretoria Colegiada do Sintufes
Vitória, 15 de setembro de 2017 

 

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