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Eleições Hucam: após aprovar regimento falho e antidemocrático, Consuni suspende processo eleitoral

Por Comunicacao
29 de Setembro de 2017 às 18:06

Normas das eleições colocam Ufes à mercê da Ebserh, além de direcionarem a manutenção dos ‘mesmos no poder’ 
 



O Conselho Universitário decidiu, na quinta-feira, 28, interromper o calendário do processo eleitoral para escolha do superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes) para o quadriênio 2017-2021. A consulta estava prevista para o início do mês de outubro. 

Leia o comunicado da Comissão Eleitoral falando sobre a suspensão do processo.

Vale ressaltar que o processo eleitoral foi suspenso, porque uma chapa, que havia sido indeferida, entrou na Justiça Federal, contra o indeferimento. A previsão é de que o processo seja retomado após a sentença da Justiça. 

Para o Sintufes, isso acontece em função de o regimento eleitoral ser falho, deixando a Ufes à mercê da Ebserh, já que a universidade tem de seguir diretrizes da Empresa. Além disso, o regimento é excludente, é antidemocrático, pois visa permitir que apenas um seleto grupo possa ser superintendente do hospital. Afinal, o regimento determina que só professor, com doutorado e cinco anos de experiência em gestão e curso de especialização em gestão, pode se candidatar para superintendente do Hucam. 

Cabe lembrar que o regimento foi elaborado pela Comissão de Instauração da Consulta Eleitoral para Superintendência do Hospital Universitário, constituída por cinco membros representantes dos docentes; dos servidores do Hucam; dos servidores técnico-administrativos; e dos estudantes. E o Conselho Universitário aprovou o regimento elaborado pela Comissão, tendo como voto contrário o do ex-conselheiro e coordenador-geral do Sintufes, Wellington Pereira. 

Pereira disse não ao regimento por entender que ele fere a democracia na Ufes. Isso porque, na lógica do regimento só pode se candidatar quem tem o mérito de fazer parte de uma oligarquia, que possui 'categoria', pois, se um técnico-administrativo reunir todos os requisitos impostos na normativa, ainda assim seria excluído por não ser professor. Como posição democrática, o Sintufes defende que as eleições sejam gerais e o voto seja universal, que os requisitos para se alcançar participação na  gestão devam ser balizados nos príncipios da igualdade de condições e  de oportunidades a todos os interessados e com qualificação, como no caso de muitos técnico-adminstrativos que poderiam gerir com competência o HU.

A direção do Sintufes ressalta, ainda, que, a função do sindicato não é se posicionar em favor de  candidato A ou B, mas defender os princípios que norteiam a luta dos trabalhadores por reconhecimento de sua capacidade em contribuir para construção de um Hucam cem por cento SUS, defendendo o hospital em seu caráter de instituição de ensino, voltada para pesquisa e extensão. 

Nossa luta é pela análise do contrato feito pelo reitor com a Ebserh, exigir transparência no uso dos recursos do REUNI, empregados por esta empresa, além da atuação da mesma em relação aos princípios do SUS, para atendimentos, primário, secundários e terciários e o mapa de atendimento versus óbitos, enfim, a transparência que fica a desejar na administração da EBSERH.

Nacionalmente vamos acompanhar o grupo de trabalho e os desdobramentos da apuração do cumprimento das cláusulas contratuais com vistas ao descumprimento das mesmas e revogação do contrato com a Ebserh.

Seguiremos defendendo eleições gerais, para a Ufes e para o Hucam e qualquer que seja o candidato eleito como superintendente do hospital o Sintufes estará se posicionado como representante dos trabalhadores  a fim de que a comunidade, que atua e depende dessas instituições possa, de verdade, viver em uma democracia.

Não vamos nos calar!

Diretoria Colegiada do Sintufes
 


 

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