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Dia Nacional de Luta e Paralisações: É preciso "lutar por dignidade para não perder direitos"

Por Comunicacao
2 de Agosto de 2017 às 17:29

Coordenador da Fasubra convoca a categoria para a guerra. Atividade do Sintufes também teve palestra de reitor da Ufes  

Palestras sobre a crise na educação pública e os malefícios das reformas de Temer marcaram o Dia Nacional de Luta e Paralisações em defesa das instituições de ensino públicas e por abertura de negociações, no Estado. O Sintufes organizou as atividades na Reitoria da Ufes, no campus de Goiabeiras, em Vitória, atendendo à orientação da Fasubra. Diante do cenário político de retirada de direitos, o coordenador-geral da Federação, Gibran Jordão, convocou a categoria para guerra.  

Ele revelou que a notícias sobre a campanha salarial não são nada boas. Segundo Gibran, o governo ignora, desde o início do ano, as solicitações da Fasubra pela abertura de negociações. E, diante da crise, o governo já analisa cortar direitos, como o auxílio-alimentação, por exemplo. 

"Temos que lutar por dignidade. Para não perder direitos que ainda temos. Venho convocar vocês para a guerra que vamos ter que travar no segundo semestre", destacou. 

Gibran ainda criticou o plano de demissão voluntária (PDV) de Temer. "Diga não ao PDV. Não entre nessa. Quem entrou se deu mal".

Ele contou que o Fonasefe (Fórum de Entidades dos SPF, dentre elas a Fasubra) vai se reunir neste fim de semana com a perspectiva de aprovar um calendário unificado de mobilizações para os próximos meses para fazer o enfrentamento da retirada de direitos e da política do governo de fazer a classe trabalhadora pagar a conta da crise, enquanto banqueiros alcançam altos lucros. 

Antes de Gibran, o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, falou sobre a crise na educação e sobre os impactos na universidades do corte de recursos do governo federal. Ele informou que a gestão fará o possível para manter a universidade aberta em favor da sociedade capixaba. 

Depois de Centoducatte, o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Ufes, o professor Anilton Salles Garcia, informou que vem solicitando que todos os centros busquem economizar o que for possível, sobretudo na economia de energia elétrica. Garcia pontuou ainda que gostaria de estar fazendo planejamento para os próximos 10 anos. Mas que na atual crise, o planejamento é feito para dois, três dias. 

Após o "Almoço com o Rei" e os debates sobre a crise na educação, a programação da tarde segue com a palestra "Os malefícios da Reforma da Previdência e Trabalhista". O debatedor é o advogado Felipe Nicolau, do Sindicato da Construção Civil de Belo Horizonte (MG) e diretor da Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo).

Nicolau falou sobre os ataques da Reforma da Previdência à aposentadoria. O advogado afirma que mesmo com o recuo do governo (na proposta de reforma em reduzir de 49 para 40 anos o tempo de contribuição) a medida será nefasta para a classe trabalhadora.

"Fica claro, que mesmo com a redução (de 49 para 40 anos), a intenção do governo é diminuir os valores das aposentadorias e fazer com que os trabalhadores contribuam mais e recebam menos", assinala.

Segundo Nicolau, a reforma será ainda pior para trabalhadores do campo, por prever praticamente a extinção da aposentadoria rural.

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