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Categoria aprova fortalecer a luta e seguir na construção da greve nacional

Por Comunicacao
6 de Novembro de 2017 às 20:22

A luta contra o desmonte do estado e os ataques aos direitos trabalhistas e aos trabalhadores, promovidos pelo governo corrupto e ilegítimo de Michel Temer, vai seguir firme e forte entre as/os técnico-administrativos em Educação na Ufes. A categoria deliberou, em assembleia geral, nesta segunda-feira, 6 de novembro, na subseção sindical do Hucam, por construir e fortalecer a base das/os técnicos na Ufes com atividades semanais, deixando para um segundo momento a deflagração do movimento paredista - indicado para o dia 10 de novembro, segundo decisão da plenária da Fasubra, realizada em outubro.

Sendo assim, a assembleia aprovou:

-Aderir ao Dia Nacional de Paralisações e Greves (sexta-feira, 10 de novembro – um dia antes de a reforma trabalhista entrar em vigor);  

-Permanecer em estado de greve;

-Realizar atos nos setores da Ufes – que vão ter início também no dia 10; 

-Promover ações em conjunto a outras categorias da educação e a outras categorias do funcionalismo público federal, que também estão sendo atacadas, visando a construção de uma greve nacional; 

-Convocar uma nova assembleia geral, desta vez no dia 17 de novembro (sexta-feira), às 9h30, em Goiabeiras, para avaliação da deflagração do movimento paredista nacional e unificado, tendo como base as manifestações das entidades coirmãs nesse sentido.  

Assembleia aprova fortalecer a luta

“Em função da conjuntura nacional adversa e da necessidade de mais mobilização, união para deflagração de uma greve forte a fim de enfrentar o desmonte do estado, os ataques aos nossos salários, a destruição da nossa carreira e dos serviços públicos, a assembleia deliberou por seguir na construção de um movimento dentro da Ufes e também se unindo a outras categorias, se mobilizando sem em busca de mais força e conjunto para lutar contra os ataques”, avalia a diretoria colegiada do Sintufes. 

O entendimento da assembleia foi de que a Fasubra não deve entrar na greve sozinha, como já ocorreu em outros anos. Afinal, o governo decide, unilateralmente, por Medida Provisória (806 de 30 de outubro de 2017) que vai aumentar de 11% para 14% a contribuição previdenciária dos servidores que ganham acima de R$ 5,5 mil. E essa medida deverá atacar trabalhadores com salários menores também. O engodo do Plano de Demissão Voluntária (PDV) e outros projetos de leis que visam enfraquecer conquistas de planos de carreiras, como o PCCTAE, também são pautas do governo corrupto. Inicialmente, os ataques estão mais focados na base  do Executivo, mas o governo analisa atacar servidores do Legislativo, do Judiciário. E isso deve acontecer também com trabalhadores do funcionalismo público de estados e municípios.

Além disso, foi ressaltado que o governo – com apoio da Justiça seletiva, poderá aniquilar os trabalhadores que decidirem realizar greve 'sozinhos', cortando salários e etc. Por isso, a união a outras categorias se faz importante, como está previsto no Dia Nacional de Paralisações e Greves, que deve reunir trabalhadores de diversos ramos de atividades de todo País. 

Essa união é fundamental, pois todos estão na mira dos ataques. E isso não apenas com quem atua no serviço público, já que quem está na iniciativa privada vai sentir os impactos da reforma trabalhista a partir de 11 de novembro, do não reajuste do salário mínimo em 2018; da Reforma da Previdência, caso ela seja aprovada, entre outros. 

Precisamos nos unir. Precisamos seguir na luta!

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